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Fintechs e o Varejo

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Fintechs brigam por espaço com os bancos em oferta de crédito, meios de pagamentos e outras áreas. Bom para o cliente. Bom para o varejo

 
O Banco Mundial fez um levantamento que apontou que depois da crise que abalou o mundo em 2008, a concentração bancária no Brasil aumentou, passando de 62% dos ativos na mão dos cinco maiores bancos naquele ano para 85% em 2016. A ascensão das fintechs apontou um horizonte de novidades, mas a quebra do oligopólio ainda tem um longo caminho a percorrer.
A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) apontou que 54,8% dos empresários nunca ouviram falar de fintechs. Apesar da baixa popularidade, as startups voltadas para soluções financeiras já estão atuando, por vezes, como concorrentes dos bancos, outras vezes, como parceiras ou mesmo unidades de negócios das instituições. Acompanhe neste link.
Um mapeamento da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) aponta que 25% das startups do setor financeiro atuam com meios de pagamento, enquanto 21% oferecem crédito e negociação de dívidas. São Paulo é o grande polo de concentração de fintechs no Brasil. Foi na cidade que nasceu a Trigg, a primeira fintech a atuar com private label no País.
José Renato Borges, presidente da Credz, afirma que as fintechs crescem ocupando o espaço deixado pelos bancos. O executivo afirma que 50% das transações no Brasil ainda não são feitas por cartão, o que representa um enorme potencial a ser explorado pelos novos players. “Pegamos um mercado desassistido, por isso a Credz dobra a cada dois anos”, avalia o empresário.

 

 
O restrito mercado de cartões de crédito tem passado por uma das mais sensíveis transformações no sistema financeiro. O Nubank começou oferecendo exclusivamente esse tipo de serviço e hoje opera, entre outros produtos, contas de investimentos. A empresa, criada pelo colombiano David Vélez, movimentou R$ 3,6 bilhões ao longo de 2017, um aumento de 157% em relação ao ano anterior. De quebra, tornou-se, em março deste ano, o terceiro unicórnio brasileiro. Hoje, estima-se que o Nubank ultrapasse R$ 2 bilhões em valor de mercado.
Iniciativas como do Nubank são comemoradas por comerciantes e consumidores como combate a um dos maiores problemas do sistema financeiro nacional: os juros bancários. Um relatório do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) aponta que o Brasil tem o segundo maior spread bancário do mundo. Segundo o Banco Mundial, o spread dos bancos no Brasil atingiu 39,6% em 2016. Ficamos atrás apenas de Madagascar, com 45%.
O Banco Central brasileiro aponta ainda um descolamento entre os juros praticados pelas instituições bancárias e a taxa básica de juros. Em janeiro do ano passado, enquanto a Selic estava em 13%, o spread bancário atingiu 40,3%. Mesmo com a queda histórica da taxa básica, os juros praticados na ponta ainda estão entre os mais caros do mundo.
 
Gabriel Kemmer – Chief of Innovation

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