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Sem treino não se ganha jogo

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Boa parte da economia mundial está paralizada com a pandemia do corona vírus. Fazendo uma analogia com o mundo dos esportes, estamos sem jogos. O que fazer ? Se deixar levar pela inércia, pelo desespero, pela insegurança ou focar em produzir o que é possível nesse momento ? Não temos controle sobre o que acontece conosco, mas temos controle sobre o que faremos com isso.
 
Bob Knight, treinador de basquete americano tem uma potente frase:
“A vontade de se preparar tem que ser maior do que a vontade de vencer”
 
A vitória ou sucesso são consequências e não condições. Dependem de nosso foco e dedicação. Mesmo aqueles talentos sobrenaturais que surgem nos esportes só permanecem no topo com muita dedicação. E quanto mais você sobe na pirâmide da qualidade na sua área de atuação, mais desafiador é o ambiente e maior a competitividade que você terá que enfrentar.
 
O jornalista e escritor Malcon Gladwell, em seu livro “Fora de Série” defende que qualquer pessoa que se dedicar durante 10 mil horas, será um expert naquela atividade. Diversos pensadores do universo do desenvolvimento de talentos questionaram Gladwell, ressaltando que se alguém treinar 10 mil horas de forma errada, só conseguirá ser um expert em fazer errado.
 
Em treinamento, quantidade tem que vir junto com qualidade. É aí que entra o design de treinamento ou design de aprendizagem, uma competência que desenvolve ambientes, materiais e processos visando potencializar a absorção e os resultados dos treinamentos. Essa técnica se tornou mais importante em um mundo em que a informação está disponível e que o protagonista do aprendizado deixou de ser o professor ou treinador, para ser o aluno, o treinado. O conhecimento não é mais empurrado de cima para baixo, mas absorvido em forma de rede.
 
Um dos maiores conhecedores do treinamento de alta performance é o criador do coaching no mundo : Timothy Gallwey. Gallwey era instrutor de tênis e desenvolveu uma técnica fantástica chamada “Inner Game”. Ele diz que o mais importante sobre a prática do foco é que ele não pode ser forçado. Forçar a concentração não funciona. Isso produz frustração, cansaço e estreitamento da visão. Foco segue um interesse e interesse não aceita coerção.
 

Portanto, antes de treinar, se interesse. O próprio interesse natural gera o foco necessário para o aprendizado. E depois desenvolva o prazer de treinar. O processo de treinamento pode ser exaustivo, mas deve ser também prazeroso. Doug Lemov, autor de “Sem treino não se ganha jogo” e “Aula nota 10” , demonstra que precisamos reforçar nossos pontos fortes ou “luminosos” e substituir a crítica pela correção. 

Desenvolvermos uma prática que nos dê confiança. Ele diz “treine os acertos” , mesmo que sejam pequenos. Ao longo do tempo, os acertos se tornarão uma estrutura capaz de ir aumentando o nível e os resultados. 

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Nessa quarentena, assuma o protagonismo pelo seu desenvolvimento. O mundo nunca mais será o mesmo e a maneira como você será, dependerá da maneira que está se construindo agora mesmo. Você irá descobrir cada vez mais que  a vitória é menos importante do que o caminho que o levou até ela. Que a capacidade de criar produtos e negócios é maior do que os próprios produtos ou negócios, por mais vencedores que sejam. Todos iremos precisar disso mais do que nunca e temos a chance de começarmos agora , dentro de casa. Seja você o seu melhor projeto!

 

 
Lembre-se: interesse , foco, treine acertos e assuma o protagonismo do seu próprio treinamento.

 

 
“Os guerreiros vitoriosos vencem antes de ir à guerra, ao passo que os derrotados vão à guerra e só então procuram a vitória”
Sun Tzu , A Arte da Guerra

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